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Em qual tribo você se encaixa?

Sabe, depois de interagir certo tempo num mesmo grupo de pessoas você começa a notar as particularidades de cada uma. O timbre da voz e o jeito de andar, os trejeitos e falhas de comportamento, até mesmo o guarda-roupa delas você começa a conhecer. Eu fiz isso na minha sala de aula na faculdade, e me surpreendo até hoje. Quero dizer, conheci mais uns que outros, mas acho que é essa a diferença que procurava. O nível de relacionamento das pessoas também influencia o resultado da pesquisa. Não vou defender nem acusar ninguém aqui, não é meu papel, muito menos citarei nome, afinal não cabe a mim ser juiz ou carrasco. Mas é interessante perceber a reação das pessoas dada alguma situação. Ou melhor ainda, ver certas falhas em estereótipos que muitos carregam como certos e imutáveis.

Tudo começa com a amizade forçada pela situação. Começo de ano, ninguém se conhece, todos querem ser muito educados e polidos pois a primeira impressão é a que fica. Ok, até aí tudo normal. Mas conforme as patotinhas (adoro essa palavra) começam a se formar um novo grupo de indivíduos é formado. Pois uma patotinha não é só uma roda de amigos, é uma união de forças e estilo próprio, onde todos pensam e agem do mesmo jeito. Por isso é tão difícil de se entrar em uma depois de formada, ou pior ainda é sair, pois uma intensa estigmatização é feita ao redor do ‘excluído’. Isso tudo fora a rivalidade entre uma e outra. Na faculdade ainda surge uma certa competitividade que torna o clima mais denso ainda.

Certo, os grupos. Vamos ver, temos os nerds, formados pelos cdf’s que não conversam em sala e só estudam e lêem. Esse é um dos grupos mais crucificados da sala, pois todos falam mal deles pelo simples fato de quererem estudar. Sempre com seus lápis em mãos, nunca perdem um trabalho ou dão chance de serem deixados pra trás. Ainda podemos citar o grupo das patricinhas, que hoje em dia cresce cada vez mais. Sem muitos detalhes esse é o grupo fashion da sala, que deixa os homens boquiabertos e algumas namoradas preocupadas. Mas não se preocupem meninas, por baixo de toda aquela massa corrida e aquele silicone existe uma cabeça tão pequena que não atrai ninguém. Aí vem a patota pop. Ai ai ai, essa dá trabalho. É o pessoal que ‘dita’ a moda visual e oral da turma toda. Sempre copiados, mas nunca igualados. Matam aula pra serem ‘legais’ e se divertem em meio às aulas. O elitismo é forte e puramente estético. Incrível como essa turma tende a desaparecer conforme o passar dos anos. Até minha oitava série era lei, até me sentia mal por não fazer parte do pessoal popular. Hoje em dia eu vejo que o pessoal que era pop não é melhor nem pior que eu, apenas igual. Na faculdade pensei que estaria longe disso, mas vejo em minha sala um grupo que acha que é pop, que pena né? Bom, continuando. Vamos à turma da frente e aos excluídos. O primeiro constituído, obviamente, pelos alunos da frente que ouvem o professor, não colam em provas, tiram notas legais e vivem suas vidas como qualquer outro mero mortal. E o segundo formado pelo resto da sala. É incrível como os não-participantes de nenhuma roda fixa de amigos tendem a formar sua própria roda. São geralmente a cultura alternativa da sala, um grupo à parte, mas nada especial. E por fim a turma do fundão. Essa é a que me chama a atenção na minha sala. Geralmente são os alunos que se revoltam de tal forma com as panelinhas que formam uma para avacalhar com as outras. Em outras palavras, são os esporrentos da turma. Porém é constituída por alunos que não fazem muita coisa e não prestam muita atenção nos estudos, o que não confere com a minha sala. Lá o pessoal é muito inteligente e esperto. Superaram o sistema há anos e fazem dele uma brincadeira. Não fazem trabalhos direito nem são alunos exemplares, mas têm uma cabeça anos à frente de seus colegas. Mentes abertas ao novo mundo, olhos abertos ao sistema e os corações abertos à novas emoções. É isso que vejo e isso que me impressiona. É a força de vontade e a inventividade, a franqueza e o companheirismo. Essa vontade de fazer sempre algo novo e de querer quebrar as regras do sistema abrindo a mente de todos, uma vontade quase inquebrável de mudar o mundo e as pessoas nele. Foi isso que e atraiu naquela sala. Por isso parti para o fundão e de lá não saí mais.

Teria muito mais a dizer sobre isso, mas não tenho mais palavras para dizer como tudo ocorreu. Posso falar mais adiante sobre pessoas, mas não seria muito nobre de minha parte. Estamos agora fazendo um zine sobre política, economia e mundo. Vamos ver o que vai sair. Vontade não falta. Bom, essa foi minha homenagem ao pessoal que tanto gosto e que ta lá do meu lado todo dia. Paulo, Rafael (tu é fundão de coração), Everson, Pablo, Douglas, um abração pra todos.

Agora vou deixar uma dica com o pessoal geral. Leiam Aldous Huxley e Isaac Asimov. Comecem com "Admirável Mundo Novo" e "Eu, Robô" e passem para "Moksha" e "O Homem Bicentenário". Há uma tênue linha que separa a imensidão entre esses dois. É ‘ôtimo’, como diz o Russi.

Abração a todos, desculpem-me pelo atraso em publicar algo e até a próxima.



- Postado por: Akira Miyazawa às 03h20
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Não dá pra se negar. BBB é um programa que expecula o Ibope e que tem como único e primordial objetivo a audiência por parte da massa popular. Não tenho muito a dizer, sinceramente. Concordo plenamente com o que o jornalista fala e complemento dizendo que, hoje em dia, a televisão brsileira está rumando totalmente para esse lado. Audiências fenomenais de programas como Domingo Legal, Domingão do Faustão, Programa do Ratinho e até mesmo a novela das oito só fazem isso, se não revelar a triste situação dos meios de comunicação de massa de nosso país.

Mas hoje tenho um novo texto para a apreciação de vossas exaltadas mentes sedentas por informação e conhecimento. Trata-se de um artigo que saiu na revista ISTOÉ Dinheiro e que nos fala sobre a verdadeira máquina de negócios que é um mercadinho originário dos Estados Unidos. Boa leitura e até a próxima. Paiz!

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O Fenomeno Wal-Mart

Esqueça quase tudo o que você aprendeu sobre capitalismo moderno e gestão corporativa. Neste exato momento, esses dois conceitos estão sendo reescritos por milhões de consumidores no caixa de uma das 3.500 lojas Wal-Mart ao redor do mundo. A empresa fundada por Sam Walton em 1962, que chegou ao Brasil em 1995, tornou-se o maior varejista do mundo e o maior empregador privado do planeta dando de ombros às fórmulas convencionais de sucesso. Enquanto todos os manuais dizem que é preciso paparicar a mão-de-obra, o Wal-Mart nadou na direção oposta. Combate a sindicalização, paga salários 20% menores do que os concorrentes, resiste em remunerar horas extras e é espantosamente mesquinho quando se trata de planos de saúde. Sua política de preços é igualmente extravagante. Em vez de comprar barato e vender por um preço que garanta uma boa margem de lucro, a empresa repassa aos consumidores as reduções de preço que consegue na condição de maior comprador do planeta. É assim que o Wal-Mart consegue vender uma cafeteira por US$ 5, quando nas lojas em volta está se pedindo US$ 14. Ou então oferecer a US$ 28 um DVD que outras cadeias americanas vendem por US$ 49. Como a empresa faz tais transferências de renda para os consumidores (que somam até US$ 12 bilhões por ano) e ainda obtém margens operacionais de 25% é um enigma contábil. Na semana passada, enquanto a direção do Wal-Mart brasileiro discutia em Recife a absorção da rede de supermercados Bompreço - cuja compra, em fevereiro deste ano, transformou a cadeia de Bentonville na terceira potência do ramo no Brasil - um grupo de 250 cientistas sociais americanos se reunia na Califórnia para discutir exclusivamente o que chamam de Fenômeno Wal-Mart. Os historiadores, antropólogos e economistas acreditam que a rede tornou-se tão grande que passou a influenciar o meio ambiente, as relações de trabalho e os hábitos de consumo globais, alterando o cenário econômico e social a seu redor. Esse poder, e a forma como foi conquistado em apenas quatro décadas, constitui uma lição para todos, não apenas para os supermercadistas. Graças ao gigantismo do Wal-Mart, que entre outras proezas compra US$ 15 bilhões por ano da China, há uma espécie de revolução macroeconômica na esteira dos seus procedimentos. A teoria econômica a.WM (antes do Wal-Mart) pregava que a prosperidade é criada quando as grandes empresas pagam bons salários e seus milhões de funcionários podem ir às compras como consumidores abastados. O Wal-Mart desdenha essa lógica. Do alto de um faturamento anual de US$ 256 bilhões, sua contribuição ao ciclo econômico mundial consiste em três itens: pressionar os fornecedores para reduzir preços, usar tecnologia digital de primeira linha para baratear a gestão de seus estoques e, finalmente, pagar aos seus 1,6 milhão de funcionários o menor salário possível, encolhendo os custos da empresa. Ao contrário do que fizeram General Motors e General Electric na construção da economia americana, o Wal-Mart não massifica a prosperidade, ele produz deflação. "Nós permitimos que as pessoas comprem mais gastando menos. Isso é como dar um aumento", disse à DINHEIRO Bill Wertz, diretor de Relações Internacionais da empresa. "Competindo, nós ajudamos a melhorar a vida dos trabalhadores." Talvez essa seja apenas uma nova forma de fazer a mesma coisa, mas talvez seja um jeito novo de girar para trás a roda da história, levando o capitalismo de volta aos comportamentos darwinistas do século 19. Por enquanto ainda não se sabe. "Em cada época da história uma empresa parece incorporar um conjunto inédito e inovador de estruturas econômicas e relações sociais", diz o historiador Nelson Lichtenstein, organizador do encontro na Califórnia. Tudo sugere que o Wal-Mart seja a bola da vez. Um artigo recente do Denver Post, do Colorado, diz que os efeitos sociais das 150 lojas que o Wal-Mart abre todos os anos nos Estados Unidos são tão controversos que a sociedade americana está se dividindo entre os que gostam e os que não gostam da empresa. "O movimento anti-Wal-Mart foi além do simples protesto e se transformou em fenômeno social", afirma o jornal. Embora em muitos locais os investimentos e os 500 empregos de cada loja da cadeia sejam bem-vindos, em outros, como a Califórnia, comunidades inteiras se movimentam para impedir sua instalação. Prevalece, entre os grupos de protesto, a impressão de que o Wal-Mart é um predador econômico pronto a devorar o comércio local nas regiões em que se instala. "Qual é a alternativa?", pergunta Wertz, o diretor da empresa. "Deixar que outras lojas cobrem mais do que as pessoas podem pagar apenas para manter as tradições? Eu não entendo essa lógica." Por trás dessa conversa dura está a chamada Cultura Wal-Mart. Ela emanava da personalidade empreendedora de Sam Walton e foi transformada, depois da sua morte em 1992, em um conjunto de normas que rege a empresa. Vistas de fora, as idéias de Walton parecem um catecismo simplório. Vistas do interior da empresa, constituem um guia de conduta que ajuda a explicar sua magia. Os pilares dessa doutrina são três - o consumidor vem sempre primeiro, todo mundo envolvido no negócio tem de ser tratado com respeito e a busca da melhoria tem de ser permanente. Sobre esses princípios apoiam-se procedimentos revolucionários, como a tecnologia. O Wal-Mart, no intuito de melhor conhecer seu consumidor, montou o segundo banco de dados do planeta, que só tem menos informações do que os computadores do Pentágono. De posse desse arsenal competitivo, a empresa passou a partilhá-lo com seus fornecedores, fazendo com que se tornassem co-administradores de suas lojas. Cada vez que um produto passa no caixa soa um aviso nos computadores do fornecedor, acionando as engrenagens de reposição. O sistema funciona tão bem que as lojas Wal-Mart operam praticamente sem estoques - com apoio entusiástico dos fornecedores, que passam a vender em uma escala nunca antes vista. A Levis, por exemplo, fechou um acordo exclusivo com a empresa e viu suas vendas subirem 9,7% em três meses. A contrapartida é o preço baixo. O Wal-Mart é obsessivo na redução de custos e quem negocia com ele tem de aceitar essa regra. Como a empresa compra no mundo inteiro, os efeitos dessa política deflacionária vão se espalhando. Nas lojas do Wal-Mart americano as mercadorias custam em média 15% menos que na concorrência. No Brasil, onde a empresa dirigida por Vicente Trius ainda não emplacou, a diferença está em torno de 7%. Agora, com a compra do Bompreço, o Wal-Mart ganhou peso para impor-se aos fornecedores. Com 148 de suas 173 lojas e dois terços do seu faturamento de R$ 5,7 bilhões concentrados na região Nordeste, poderá testar suas garras. Por enquanto, o predador que os americanos chamam de a Besta de Bentonville não passa de um tímido patinho feio. Aqui, o Wal-Mart não tem mistério.

Fonte: ISTOÉ Dinheiro 26/04/04

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- Postado por: Akira Miyazawa às 02h02
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Bahhh! Muito tempo sem aparecer. Peço desculpas a todos que aqui compareceram procurando palavras minhas, mas certas coisas na vida são prioridades, e considero minha faculdade como a maior delas atualmente. Fiquei preso em pilhas de trabalhos no final do bimestre, pois no IELUSC o semestre é dividido em dois bimestres (de três meses?).
Hoje a tarde encontrei com o Cezar no shopping Mueller. Estava passeando com minha namorada, vendo algumas vitrines com sapatos e afins, e encontrei-o em uma das tantas escadas rolantes. Conversamos um pouco e soube que o pessoal do qual tenho tantas saudades está bem, e que (imaginem) estão sentindo minha falta. Também conversamos sobre coisas que não competem a mais ninguém, mas isso não é necessita detalhes.
Mas também há um outro motivo, muito especial por sinal, para eu parar de fazer meu trabalho de Sociologia ("As Promessas do Estado-Nação para o Início do Século") e vir escrever aqui. No último post que escrevi acabei por receber um recado muito breve e legal de uma pessoa que gosto muito. O Édis escreveu aqui dizendo que encontrou meu blog por acaso, vendo o do Dave e, posteriormente, o do Cezar. E terminou dizendo pra mim aparecer, isso depois de mandar uma mensagem para o meu icq dizendo que estava com saudades e que eu deveria 'dar as caras'. Bom, sinto-me igualmente envergonhado e engrandecido. Não posso dizer que essa mensagem não me emocionou de certa forma, afinal veio de uma pessoa que não vejo há tempo e que me agrada muito a companhia. Bom, por isso resolvi parar um pouco e postar algo.

Bom, em primeiro lugar quero dizer uma coisa. Que merda toda é essa?! Primeiro o Akira se vende aos blogs, depois o Fix vai na onda e reaviva o dele, e por fim o prórpio Dave, nosso ex-gerente preferido, cria um blog pra ele?! Fiquei muito impressionado quando comecei a ver isso. É muito interessante provocar esse tipo de reação nas pessoas. Prometo ler e sempre manter contato com todos. É importante pois só assim a gente tem motivação pra continuar. Aqui, por exemplo, foi uma surpresa ter tantas respostas de tantos amigos, ainda mais respostas inteligentes como foram. Afinal de contas, vejo que um blog pode ser muito mais que um monte de futilidades e comentários bestas.
Mas é isso aí. Quero mostrar uma coisa para todos agora. Falo sobre algo outro dia. Separei este texto justaente para o blog. Leiam isso com atenção e analiticamente.

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A CONSAGRAÇÃO DO "QUANTO PIOR, MELHOR"

A quarta edição do Big Brother Brasil chega ao final batendo recordes de audiência. Que tristeza... Para segurar o público, a fórmula dos 'reality shows' vem sofrendo inúmeras transformações ao redor do mundo - há até um programa desse tipo, na Itália, que envolve os competidores na disputa por uma cirurgia plástica. No Brasil, tal metamorfose não tem sido necessária. O público caiu de joelhos pelo Big Brother, levado ao ar na tela da Globo. Campeão de audiência, à frente mesmo da novela Celebridade, o quarto programa da série chega ao fim esta semana, com picos de 45 pontos no Ibope. Entre os espectadores e "críticos", estabeleceu-se o consenso de que este quarto Big Brother foi o pior de todos, ou seja, aquele em que a baixaria e o mau gosto atingiram o ponto mais alto. Como alguns participantes não foram selecionados, e sim sorteados, o "nível", dizem os entendidos, caiu ainda mais. Uma certa Marcela foi eliminada depois de muito xingar uma moça chamada Solange e uma Cida tornou-se famosa em todo o Brasil por confundir golfinho com rinoceronte. É curioso querer estabelecer um ranking da baixaria entre as várias edições deste Big Brother, como se o BBB-1 (quem assiste ao programa o chama pela sigla) fosse "melhor" que o BBB-4. Sejamos claros: estamos falando de programas que primam por um raro padrão de não-qualidade. Dizer que um é melhor que o outro confere a esse tipo de atração um status que ele está longe de merecer. Até porque, para os executivos da tevê e para os publicitários, o que parece interessar mesmo são os números do Ibope. E este programa está aí para provar que quanto pior, melhor.

Fonte: Carta Capital (07/04/04)

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Ok, agora é hora de fazer as críticas. Vou deixar nas mãos de vocês. Digo a minha posição na próxima postagem.
Novamente deixo um grande abraço a todos, mas hoje em especial ao Édis, uma pessoa muito querida por mim e que vai me ver ainda essa semana. =)

Paiz!



- Postado por: Akira Miyazawa às 00h56
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Passei um final de semana do caralho...! Fiquei um pouco sumido, mas pra escrever por aqui eu preciso de inspiração, vontade, ânimo, tudo. É complicado abrir um arquivo de WordPad e fitar aquela telona branca afim de passar alguma coisa. Mas ok. Daqui a pouco vai dar meia-noite e eu estarei indo dormir. Sem mais.
Miau, valeu pela dica do ICQ... foi duca demais! Pra quem tem uma máquina mais possante, aí vai a dica da semana. ICQ 4.0 Baaah! É um novo ICQ Lite que saiu, pequenininho, levinho, bonitinho e muito, mas muito divertido. Tem uns joguinhos que você pode curtir com o amigo enquanto conversa e uns 'xtraz' muito legais.
Ok! Mah, muito dez nossa conversa. Acho que foi a maior por net até hoje. hehehe =o) Queria que fosse assim sempre. E pessoal! Torçam por mim! Não importa o porquê, só torçam de verdade. Quem for amigo, vai entender.

Hmmm... Alguém aí gosta de poesia? Escrevi uma essa noite. Me veio num desses clarões que dão de vez em quando. Antigamente era mais comum, admito, mas hoje em dia ainda tenho disso. Só que quase nunca ponho no papel.

a beleza do desconhecido
          está na descoberta
                    na exploração de algo novo
os sentimentos que se misturam
          ...
          alegria, surpresa, ânimo
                    medo, euforia, ansiedade
          ...
descubra a si mesmo
          descobrindo os outros

Sei lá, não vou julgar. E quem julgar vai tomar um chute. XD O Fix é um grande cara. Amo ele demais. E sei que ele vai gostar, sendo o estilo dele ou não. Por sinal, preciso pegar o caderno dele na G7. Fix! Te adoro véio! E o Bat também, mas esse merda não vem aqui me dar nem um oi. hehehe =) Preciso de temas. E discernimento. Não sei o que dizer, muito menos quando dizer. Isso é muito ruim. Mas ok, minha cabeça dói. Quando estiver melhor, volto.

Beijos, Paiz...

Obs.: Miau! Tu é muito estranho, mas nunca vai deixar de ser meu maninho! ^^



- Postado por: Akira Miyazawa às 00h29
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Feriadão!!! Passei o dia em casa com minha magrelinha, bom demais! =) Dá pra aproveitar muito mais o namoro quando a gente tá em casa... Sem ninguém pra olhar, julgar, invejar ou fazer qualquer outra coisa repugnante que as pessoas adoram fazer...

Ontem, Mah e eu discutimos um assunto interessante. Fiquei com ele na cabeça e digitei um sem-fim pra essa merda, mas a conta expirou e a uol fez questão de não dar retorno, ou seja, perdi tudo. Mas ok, vou tentar lembrar enquanto digito e farei uma pergunta que fiz ontem.

Discutíamos sobre como a educação dos pais em uma criança pequena (até seus 10, 12 anos) é extremamente vital para o futuro do rebento. A saúde mental, psicolócica, espiritual, social, moral e física dependem totalmente desse contato com o mundo. E são os pais que estão ali para mostrar como o mundo funciona. Imagine a diferença entre duas crinaças; uma tendo a vida livre no quintal de uma casa e brinquedos aos montes, amigos e mais amigos para brincar quando quiser, pais que sempre estão por perto (nada de mimo), comida saudável (chega de enlatado e leite artificial), escola, instrumento, idioma, arte marcial, dança e por aí afora; agora um outro caso onde a criança mora num apartamento sem vizinhos da mesma idade, tem um pai que vive mais fora do que dentro de casa, uma mãe neurótica e estressada, vive na frente da televisão, come chips e toma coca todo dia, só sai de casa pra levar o lixo, mal sabe o que é uma escola até os 7 e não faz idéia do que é literatura. Ok, temos dois extremos do prisma, mas é um exemplo praticável. O que vcs acham disso? É disso que eu estou falando.

Queria saber como vcs tiveram suas infâncias, se tinham muitos amigos, se caiam de árvores e tomavam banho de chuva ou morgavam na frente da tv esperando começar changeman e jaspion. Se leram coisas infantis ou jogavam seu master system sem parar. Coisas assim entendem? Músicas, instrumentos, lutas, brinquedos, revistas pornô, seilá. Eu, por exemplo, não tive uma infância muito... ativa. Sempre morei em apartamento, nunca tive muitos amigos, e os que tinha eram meninas. Meus irmãos eram muito mais velhos, então não tinha com quem brincar. A precocidade me arruinou grande parte da pré-adolescência... Bom, por aí vai. Posso dizer que sou o primeiro exemplo dos dois que eu passei (e não é brincadeira), mas mesmo assim consegui reverter muita coisa. Acho que a atitude tomada na adolescência (na puberdade em geral) define o caráter social e o código de conduta da pessoa. Se ela fica mais intelectual ou social, pois não podemos negar que o desenvolvimento do intelecto veda o crescimento social - einstein, sócrates, nietzsche, entre outros, se ela vai ser ambiciosa, conformada, egoísta, ladra, honesta, ... Um sem-número de pequenos aspectos, parâmetros que regem a vida de uma pessoa sem ela ao menos ter consciência disso.

Por sinal, você tem? Sabe dizer como funciona sua vida? Da onde veio, como está e pra onde vai? Ou você 'se deixa levar pela maré'? É um grande questionamento a se fazer.

Bom, por fim, mah e eu discutimos (mudando o rumo do assunto completamente) se o QI (Quem Indica) é importante ou não pra se arrumar um emprego hoje em dia. Na minha opinião é vital, mas ela discorda. Diz que experiência e currículo se somam à vontade da pessoa. Não posso negar esse aspecto, mas mantenho minha opinião levando em consideração o primeiro emprego. Não se tem experiência pra isso, e não há muito ânimo para a grande maioria, então é imperativo o uso do QI. Meu pai, meu tio, meu primo, meu amigo, um amigo do meu pai... É infinita a chance de um emprego surgir por causa de uma 'velha amizade'. Mas sinceramente, não vou me demorar nesse assunto. Não sei se vale a pena. No final de contas, ela deve estar certa, como sempre.

Comentem sobre os assuntos, queria algumas opiniões. Seria interessante discutir isso por aqui. Um grande abraço a todos e muita paiz...



- Postado por: Akira Miyazawa às 21h33
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Bom, depois de mais ou menos três horas apanhando pra tudo quanto é site, consigo finalmente escrever algo para publicar. Espero que dê tudo certo...

Ok, é isso aí. Meu blog. Nunca pensei que fosse fazer algo desse gênero, mas parece que acabei cedendo aos modismos da internet. Não sei se isso sairá do jeito que quero... Não sei ao menos se será publicado, mas tenho certeza que não faço a menor idéia do que se passa por aqui.

Não tenho muito a dizer por hora. São quatro da matina e não tenho a menor intenção de escrever algo bonito, reflexivo ou ao menos poético. Vou deixar-lhes com o silêncio e a promessa de que algo estará por vir. Mas não posso garantir nada. Música, literatura, alguns contos e poucas críticas. Considerem esse blog como uma mesa afastada da multidão, num boteco escuro e imundo da vida, onde trovadores constroem uma melodia nostálgica perfeita para a discussão de qualquer coisa que nos ocorra. Sim, usei um pronome que se refere a nós, pois espero que essa joça seja lida e comentada. Serão nossos brados que farão de uma moda, uma corrente.

Adeus...



- Postado por: Akira Miyazawa às 04h19
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